Moleque Bom de Bola
Acompanhei ontem ao jogo final da fase municipal do Moleque Bom de Bola. A Escola Neusa Ostetto, do Professor Zé Fininho, foi a melhor presença na competição e passou com folga para a próxima etapa, sagrando-se campeã da fase municipal.
Mas nós estamos com problema nesta faixa etária. Nossos meninos, tecnicamente, estão muito aquém dos jogadores da mesma idade, de outros municípios.
E a causa é bem conhecida. Nos faltam equipamentos, isto é, campos para a pratica do futebol por parte destes meninos. O Moleque Bom de bola acontece uma vez ao ano e é uma competição seletiva. A Copa CEFA, que é coisa nossa, não está tendo o devido valor e reconhecimento, em conseqüência atrai pouco as escolinhas e os garotos ficam sem opção.
Quando eu me deparo com o campo do UCCA no estado que se encontra, chego a não acreditar no que vejo. E dizer que o município já poderia ter dado um jeito nisso. Não sei se comprando, desapropriando, fazendo um termo de comodato, seja lá o que for.
Imaginem aquele patrimônio à disposição do DME e a implantação de escolinhas lá dentro. Enquanto isso não acontece, nossos menininhos ficam sendo vistos por aí como “pernas de pau”.
O diretor interino
Outro fato que gostei de ver ontem no UCCA foi a presença de alguns pais, prestigiando seus filhos na competição do Moleque Bom de Bola.
Tá aí uma amostra de que não precisa trabalhar em mina para se ganhar apelido que pega. O professor José da Silva, que poucos conhecem pelo nome, ganhou o apelido de Zé Fininho no meio esportivo. Na mina, basicamente, o apelido é pejorativo, daí o cara fica brabo e o apelido pega. No esporte ele já tem um tom carinhoso, de respeito, de admiração e reflete a simpatia que a pessoa demonstra no trato com seus pares ou com seus alunos, como é o caso do professor Zé Fininho.
E os anos passam e o professor Zé Fininho se mantêm firme, sempre fino, fisicamente e na maneira de tratar a todos que se chegam a ele. Se o pessoal de Nova Veneza conhecesse o professor José da Silva, o Zé Fininho, ficariam com inveja de Araranguá.
Herança do velho pai
Com o passar dos anos e pelo trabalho que desenvolve com as crianças, foi adquirindo a própria personalidade e consolidando a sua presença entre a molecada.
Juliano diz que tomou gosto pela educação física por ver a atuação do pai, que mesmo não sendo formado, fazia um belo trabalho com a garotada. Quando lhe perguntei se havia jogado futebol ele me disse que não, até por orientação do pai. “ O pai me disse, você não tem talento para o futebol filho, vai estudar”. Daí o Juliano estudo e hoje ensina a molecada a jogar futebol e a praticar outros esportes. É aquela velha história: O professor não precisa ter jogado bola. Ele precisa saber ensinar os fundamentos, as técnicas, táticas e regras. Mas é claro que, quem sabe jogar tem a tarefa facilitada.
A Copa AMESC de Futsal Masculino
Não bastasse o fato da tabela dos jogos estar toda desatualizada no site da entidade, a Copa AMESC de Futsal Masculino começa a aparecer mais pelo lado negativo do que positivo.
O Aloísio Panata, diretor esportivo da AMESC, parece que se perdeu no início da competição e agora não consegue tomar as rédeas.
Primeiro foi a falta de divulgação, depois foi o desencontro nos horários, já que para um determinado jogo uma equipe chegou numa hora, a arbitragem noutra e uma das equipes, no caso Araranguá, bem mais tarde.
Depois vem o caso do julgamento que vai acontecer na quinta feira e os citados não sabem de que estão sendo denunciados. E também a ocultação dos fatos ocorridos em Ermo, quando até revólver, torcedores de Sombrio mostraram para a arbitragem, ao interceptar seu carro na via pública.
Uma competição deste nível, envolvendo seleções municipais, não poderia cair tanto. Acho que ta na hora da AMESC, em nome de sua reputação, contratar uma empresa especializada na realização de eventos esportivos para tocar os seus eventos.
O esporte da AMESC cresceu muito e uma pessoa só, por mais dedicada que seja, não vai dar conta de tudo.
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